Abrir um vinho 3/40

Mais um dia!
Apesar das atividades diárias serem semelhantes, gosto de pensar que são experiências únicas, afinal, não suporto rotina. Pensar assim me dá ânimo.
Neste período estamos vivendo o outono. O friozinho e a ausência de sol são situações esperadas e serão rotina em minha vida até meados de março, o que significa que vou (volta e meia) estar sempre falando dele com ações diferentes, ok?!
Minhas atividades de estudo e trabalho, hoje, foram internas, o que possibilitou um tempinho para divulgar o blog com os amigos do Brasil e, claro, disso surgiram agradáveis conversas com eles e, novamente, aquele sentimento confuso de alegria e tristeza, pois estou amando a morada em Portugal, mas felizmente a palavra “saudade” faz parte da língua portuguesa de certa forma original e única.
Adoro conviver! Sempre recebia os amigos em casa. Amava cozinhar para eles, jogar conversa fora. Beber, isso não foi feito para mim, sempre evitei o álcool. Sempre que bebia uma pequena dose já estava nocauteada e, quando acontecia, era nos fins de semana, e muito raro. É sério! Tenho uma amiga que sempre falava quando estávamos juntas e eu não queria beber, ela dizia: “Não confio em quem não bebe.” Eu dizia: “Nem em mim?” Ela dizia: “Gosto muito de ti, amiga, mas fica difícil de confiar.”
Aqui, com este friozinho, as cenas mudaram um pouco. Estou vivendo a dieta mediterrânea, uma taça de vinho por dia. Sim, amiga, agora pode confiar em mim! Não há dia certo, todo dia é dia de beber para aquecer ou, mesmo, comemorar.
Hoje teve variação entre 7° e 4°. O aprendizado de beber, que já vinha sendo praticado, agora necessitou de um pouco mais, uma taça de vinho extra para aquecer. Também foi dia de aprender abrir a garrafa de vinho. Ainda bem que veio na mala um abridor do Brasil. Bem que meu marido tem razão, ele é um abridor que ajuda os amadores.
Viva à nós, viva à vida
Beijinhos e até amanhã.



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