Andar a pé 13/40

Dei-me conta que perdi três quilos. Olha que não é por falta de comida, muito pelo contrário, nestes três meses aqui, tenho me alimentado muito bem. Quando cheguei, nos primeiros contatos que tive com os hábitos alimentares, confesso que fiquei bastante preocupada. Tudo é muito calórico e gostoso, desde o que é servido no café da manhã até o lanchinho antes de dormir. É bem difícil ter controle. Para mim, então, que sou conhecida como formiguinha, estou no paraíso.
Não tenho muita disposição para as atividades físicas, é um péssimo hábito que carrego comigo há anos. Disse que aqui seria diferente, mas continuo na mesma, matriculada no ginásio, que posso ir todos os dias, mas só vou uma vez por mês para fazer uma aula de hidroginástica. No Brasil, os médicos pediam para que eu fizesse caminhadas também, pois faz bem à circulação, mas o corre-corre não permitia tempo para fazer. Estava sempre apressada, então era mais fácil ir de táxi ou ônibus.
Não sei ao certo o que mudou, deve ser porque estou quase sempre na companhia de alguém que gosta de andar a pé. Eu sempre falo “Vamos pegar o metro ou autocarro”. A pessoa sempre responde “Vamos a pé. É pertinho”. Sim, aqui, tudo é pertinho, mas rodeado de ladeiras e escadarias. Imagina fazer isso todos os dias, várias vezes ao dia! Imagina o quanto de atividade física tenho feito nestes três meses! E, só hoje, estou dando conta do quanto já andei e de que agora faço isso por prazer. Mesmo com o meu pé um pouco ferido (do uso de sapato fechado), aceitei fazer um longo passeio pela cidade para ver as luzes do Natal.

e até amanhã.



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