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Crochê com sabor de saudade 23/40

13 de dez. de 2015
1 min de leitura

Atualizado: 7 de mar. de 2021





É a sua vida que eu quero bordar na minha.

Como se eu fosse o pano e você fosse a linha.

A sua vida, o meu caminho, o nosso amor.

Você a linha e eu o linho, o nosso amor.

De pontinho em pontinho, a história cria forma.

Com minhas mãos faço um desenho com agulha e linhas.

Cores, sentimento…

Igualmente ao bordado, tenho paixão pelo crochê.

Aprendi observando minha mãe fazer.

Coloquei em prática por alguns anos na infância, sempre em peças bem pequenas. Tenho pressa, não gosto de passar dias fazendo a mesma coisa. Bicos, toalhinhas, colares, flores e trancinhas. Não passei disso.

Com o tempo, na adolescência, continuei a gostar, mas a preguiça não me deixava praticar.

Tudo que desejava ter em crochê pedia à mãezinha para fazer.

Aqui é assim: eu desejo, eu quem faça. Não tem a quem recorrer. A mãezinha está a mais de 6.000 km de distância, não posso mais ficar contando com a presença dela para me ajudar a cada dois meses e não é certo se poderei estar com ela nos próximos dois anos.

Hoje, tive de contar com a memória afetiva para, sozinha, fazer os bicos das toalhinhas de bandeja para nosso lar.

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e até amanhã.

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