Dominar o smartphone 27/40
Atualizado: 10 de mar. de 2021

Sempre fui contra esse consumo exagerado do troca-troca de aparelho celular, só porque é tendência ou faz isso e aquilo e assim achar que vale a pena.Primeiro que para mim celular foi feito para fazer ligações quando não estou em casa. Câmera fotográfica, uso a própria; internet, prefiro no computador… Assim, não via muito sentido ter um smartphone, seria gastar dinheiro à toa. É, sou bem da idade da pedra!
Meu amado marido vivia reclamando dessa minha preferência do consumo consciente, fazia propaganda tão bem, que parecia vendedor do produto. Quando percebeu que não teria jeito, e pensando no meu bem-estar, presenteou-me no dia dos namorados deste ano com um. Fiquei feliz, mas continuava achando que não iria fazer diferença.
Eu e a tecnologia temos nossas diferenças, mas se até as pessoas de 90 anos estão adaptando-se, porque não tentar? Não tenho habilidade para instalar programas, aplicativos, essas coisas. Ele nem perdeu tempo esperando que eu o fizesse, foi logo instalando tudo. Continuei levando puxões de orelha por não aproveitar os benefícios do “meu presente”, sempre que precisava usar o banco, por exemplo, utilizava o computador, mas não o aplicativo do celular. Isso não quer dizer que não tenho interesse em aprender, apenas era mais confortável e, às vezes, é difícil lidar com o novo. E o discurso continuava: “quem tem celular como o seu não precisa de computador”.
Pois bem, deixei meu notebook de presente para minha mãe também ter a oportunidade de aprender a viver com as tecnologias, além de que seria mais fácil e barato para falar comigo aqui, do outro lado do oceano. Realmente, desde que cheguei tenho feito quase tudo no meu celular. Pago contas, faço transferências, escrevo para o blog, posto no Instagram, converso com amigos e familiares, faço as fotos dos desenhos etc. Hoje foi um dos dias que resolvi vários problemas bancários pelo aplicativo e levei apenas 10 minutos. Posso dizer que é mais um dia feliz, por ter vencido mais esta barreira. O mesmo, eu fazia antes levando horas. Acredito que aprendi! Já não tenho mais receios, nem fico perguntando ao maridão como se faz.
e até amanhã.



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