Liberdade de ir e vir 38/40
Atualizado: 7 de mar. de 2021

O primeiro grande choque que tive quando cheguei aqui foi poder ir de um lado para o outro sem catraca e sem cobrador. Eu sou a única pessoa responsável pelos meus atos e obrigações. Eu compro o bilhete, valido a entrada do metro ou autocarro (ônibus) numa máquina e sigo viagem. Na entrada, não há ninguém olhando se eu validei ou não. Sou eu, minha consciência e, também, meu bom senso. Porque, às vezes, surgem os fiscais para conferir o seu bilhete e, com uma maquininha, ele sabe se está válido ou não. Caso não, há vários tipos de multas. Uma para quem tem crédito no cartão e esqueceu-se de validar, outra opção para quem não tem crédito no cartão e outras situações. Pode acreditar, não vale a pena correr o risco de nenhuma dessas opções, pois o valor da multa pode chegar até 150 vezes o valor da passagem.
Eu me considero uma pessoa esquecida, e por várias vezes devo ter validado mais de uma vez por não ter certeza se já o havia feito e, na dúvida, sempre prefiro não arriscar. Hoje fui sorteada, o fiscal surgiu do nada e pediu meu cartão (bilhete). Estava tudo certo, tinha crédito, mas, mesmo assim, deu um frio na espinha e a dúvida: “será que me lembrei de validar?”. Ainda bem que sim.
e até amanhã.



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